Em uma noite bonita na cidade de São Paulo, mas precisamente no bairro da Vila Madalena surge um convite de um grande e antigo amor na vida desse rapaz.
‘’Há quanto tempo hein Paulo? Quero convidar você essa noite para me ver cantar um samba com o meu grupo em um barzinho, sei que é quarta-feira e está em cima da hora, mas bateu saudades de nossos tempos e gostaria de ao menos sentar e conversar contigo. ’’
Uma resposta seca do rapaz. Um NÃO!
‘’Tudo bem, deixa pra próxima... ’’
E ali pensou na possibilidade de ir ao local, não ia fazer nada mesmo. Afinal nem era o time de seu coração que estava televisionando naquela noite. Tomou um banho, colocou uma beca maneira e seguiu para o samba da Vila. Chegando ao local deu de cara com sua morena e sentiu a emoção de te-la em seu abraço novamente. Seus gestos, suas falas, seus risos e suas manias eram meigas e doces. Há tempos não tinha tamanha felicidade por perto de como teve com ela em 5 minutos rápidos de papo. No palco lá estava, sobre o brilho forte da luz que alcançava o brilho dos olhos e a sensatez da voz. Com sambas caprichados e de belos toques como: Bezerra da Silva, Paulinho da Viola, Dicró e grandes maestros do samba Paulista fez de sua voz um espetáculo para o grupo. Radiante em luz, um sol... O pensamento do jovem rapaz ao ver a doce e amada até então paixão do passado. O orgulho de ver aos cantos do bar os gritos e elogios perante a morena deixou ele convicto e com a certeza de estar no lugar certo.
Um pedido...
‘’Queria chamar no palco um grande poeta e grande músico do samba, principalmente para amigos em festas, Paulo... ’’
Surpresa!!!
‘’Uma honra estar aqui no palco com essa maravilhosa mulher, onde tive a felicidade de compor um samba em 2002 quando éramos namorados. - Hoje não somos, mas quem sabe depois da resposta de vocês poderíamos tentar algo’’
A platéia estava maravilhada com o dueto feito pelos dois no palco, o amor, o carinho e a transparência. O público aplaudiu de pé e pediu um beijo, sem jeito o rapaz concedeu um selinho à dama... Um gesto de honra e cavalheirismo naquela noite.
No fim do show, com as luzes fracas e um feixe de luz sobre a mulher ela recita um poema feito por ele, pra ela em 2002.
‘’Sempre te amei e sempre irei te amar, pois um verdadeiro amor nunca se esquece e quem esquece não sabe o que é amar... ’’
A certeza no olhar do casal quando em questões de segundos esqueceram os outros ao redor era única: Saber que o certo estava sendo feito novamente e que no samba o amor ia reinar.
N/A: Quarta-feira, 9/04/2008 sem mais...
Obrigado a todos, desculpa a demora, sintam-se bem-vindos como sempre foram.
Chico Buarque, obrigado pelo título