domingo, 23 de março de 2014

Maldita Thereza...



Fiz um esforço inconsciente para continuar a nossa conversa, desfiz os punhos cerrados após quebrar um vaso na parede e respirei fundo. Onde fui criado, vi com certa anormalidade que muitos homens batiam em suas mulheres, e diferente do meu pai, ou do meu avô, jamais encostei um dedo em Thereza, nem em qualquer outra pessoa, num momento de raiva. Talvez seja o novo trabalho e a falta do tempo, não culparei a bebida, pois ela livra meus temores e acalma meus nervos enquanto enceno problemas psicológicos ou psiquiátricos. 

Quando conheci Thereza, estávamos na festa do meu ex chefe e ela tinha os mais lindos cabelos vermelhos que já vi, dançava um pouco e fofocava com suas amigas, eu estava um pouco empolgado com as coleções de livros antigos e conversando um pouco sobre a liga de futebol americano com um sócio do novo escritório que agora estou. Ela abusou da bebida, mas eu percebi que estava entregue aos meus traços saxões, perguntei seu nome e ela falou que só responderia se eu dançasse uma música com ela... que vexame!

O nascer do sol na varanda foi o melhor convite que tivemos para agradecer por termos nos conhecido, nos beijamos e deixamos essa história para lá, despretensiosos e desprovidos de qualquer novidade que pudesse surgir, afinal, não sou romântico, sou cético quanto ao amor, pois não acredito muito nas pessoas; oras, é o meu trabalho, não aprendi a diferenciar as situações e emoções do meu dia a dia. 

Subimos para o quarto e antes de qualquer oferecimento carnal, ela pegou no sono. Era evidente que eu não ficaria lá, deixei um bilhete e fui embora, não deixei meu telefone, caso ela se interessasse, ela tentaria me encontrar.

Hoje completou três anos que estamos juntos, você não parece tão orgulhosa, e eu passei a acreditar nas pessoas, é claro que não com certo louvor, detesto pessoas desconhecidas, detesto fazer novas amizades, detestei a maldita cor preta dos seus cabelos...

Partirás para não voltar, engula seu próprio veneno, sua má-fé dissipara, convalescera nas cinzas e como me culpo a todo momento por termos tomado esse caminho tortuoso e turvo, não entristeço, apenas feche a porta quando sair. Você dissecará em busca de alguém, e quando disseram para ti que eu estava conquistando quatro mulheres além de ti, você acreditou; sempre fora mentira, eram apenas duas... as outras duas é que vieram atrás de mim.

N/A: Mais um romance escrito, e mais uma vez a imagem dos caras da ALLConstrast engrandecem meu simples trabalho.

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Tenham uma excelente semana.

Um comentário:

Fulano disse...

Caraca irmão!! Showw!!
Não sei se é o whisky, mas os seus romances estão de vento em poupa.
Abração.