... é claro que a mensagem era de Rebecca, atenciosa, marcando um encontro, nossa despedida. Cheguei primeiro e fiquei no bar, quando chegou, ela estava quieta, determinada e fria. Fomos para uma mesa entre duas divisórias baixas e pedimos drinques fortes para a jornada que tínhamos pela frente. Perguntei sobre o seu dia, e isso nós sabíamos discutir, pois ela era Assistente Social de uma casa de recuperação de viciados em crack e ela cortou aos ventos o assunto e fomos direto para o prato principal, o término da nossa relação.
Deixamos a coisa esfriar, na pior das hipóteses, interrompemos o romance, éramos amigos e poupávamos o sexo, poupávamos o desgaste de termos que andar de mãos dadas, até dos encontros no clube de golfe dos seus pais, onde era desgastante ser posto contra a parede e ser fadado como fracassado por toda família mesquinha de Rebecca. Os jantares sempre foram armadilhas, pois todos jogavam na minha cara o quão perdedor eu era, e sem ambição, não procurava o melhor para mim, mas na verdade era o melhor para Rebecca e no fundo, ela sabia disso.
Terminamos, não acredito na besteira de dar um tempo, trinta dias ou dois meses, não mudarei para agradá-la, já mudei de mais e nada deu certo. Eu nunca tive o carro que ela tem e algumas vezes sacrificava dois ou três dias de almoço para jantar com ela em uma noite, sempre sacrifiquei e houveram mudanças demais para que tudo houvesse que ser feliz para Rebecca. Sei que preciso rever alguns conceitos e procurar algo que me satisfaça da forma que ela satisfez.
Ela sorriu e deixou o bar, não olhou para trás e para ser sincero eu também não esperei o seu olhar, bebi até às três da manhã e me dei ao luxo de chegar no escritório às cinco, tudo continua igual, a única diferença é que agora preciso esquecê-la, tenho que continuar a minha vida.
Primeiro capítulo: http://endlessblackhole.blogspot.com.br/2013/05/por-ai.html
Um comentário:
Desfecho perfeito!!!! Parabéns!!!
Aguardando o próximo!
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