quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Quarta-feira de cinzas

E mais uma vez palavras foram ditas, jogadas ao vento por não acreditar em suas mentiras. Você costumava ser a mentira mais gostosa que dizias, hoje não mais. Disposto a não te querer, retalho dias melhores, e logo aos poucos estão nascendo por aqui.

"Ame a si mesmo e não aos outros" - Diria os sábios, porém tolos. Amo a todos e dependo de mim para ser feliz, pois amarei os certos a partir de agora. O que tivemos não foi amor, apenas carnaval, eis que surge agora quarta-feira de cinzas em plena primavera.

Eu gosto do cheiro das flores e elas não morrerão em seu jardim sedento a solidão e tulipas sem cor. Elas viverão por aqui, longe da sua vontade de querer viver sozinha, uma flor que é murcha e sem perfume, distante de toda felicidade que pode ser regada.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Maldito romance

Ela já tem outro alguém e desde o dia que parti, disse sim a vida nova e as festas que outrora eram apenas nossas. Estive sim, sonhando por aí, retornar aos seus braços e achei até que dependesse de você, me querer de volta e ver o sol brilhar.

As dores de cabeça constantes movidas pelo álcool presente em meu sangue fazem de conta e somem quando baixa o seu orgulho, de repente, se entrega as cartas postais que entulham baixo a minha porta.

Maldito romance, certo?!

Porém parti, honesto deixei claro os meus problemas, sonhos e formas para melhorar. Talvez sejamos francos demais e tenhamos medo do que o futuro nos reserva, mesmo eu querendo viver o presente e sabendo como possamos vivê-lo enfim. Adito que, para se ter um casal, sozinho não posso partilhar quereres, principalmente por desconfiar que são somente meus.

N/A: Segunda-feira difícil, dia difícil.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Malandragem em te ter, te ver, nos entreter

E ela diz a todo momento que é minha mulher, que os carinhos debaixo do cobertor e no sofá da sala termina em um bom cafuné. Ela diz também que nas manhãs de chuva, gosta mesmo é de molhar o lençol e tirar minha blusa. Ela leva junto ao peito um cordão, eu tenho essa mina ligada junto ao meu coração. Sei que sou malandro, largado e exagerado, mas não tem jeito, jogado aos seus pés, louco de amor alucinado.

Ainda sou malandro, e conheço algumas por aqui, mas não me entrego pois o nosso futuro está logo ali. Vamo trampando em busca de um apê, nem que seja pra plantar uns manjericão e ver o astrubal crescer. 

Chego tarde em casa, muitas vezes ao amanhecer, ela fica brava, resmunga, mas sabe que é pra nós junto crescer. Às vezes não dou a mínima atenção, mas surpreendo, mando calar a boca e prestar com atenção.

- Ae, quem manda nessa casa sou eu!

... , mas desde que esse louco aqui te escolheu, essa figura desapareceu. Cara de mal, tipo ogro das antiga, mas com estilo de quem quer a mina do lado, dia após dia.

Gosto de imaginar como vai ser, as crises de ciúmes sempre irão aparecer. Mas agora está mais tranquilo essa parada dentro de mim, principalmente depois, que você disse meu sim.

N/A: Ô glória! Licenças poéticas a parte. Precisava soltar essa arte. Obrigado pelo carinho. Que a paz esteja com todos vocês!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Cuidando do ferimento

E por horas a fio ela entregou seus seios juntos ao meu corpo e nem sequer desfez o barulho que rangia a nossa cama. Evidências escancaradas de que fazíamos amor de verdade e pulsávamos verdadeira chamas capazes de incendiar tudo ao nosso redor. É como se fosse um filme e nossa nudez de forma explícita trazia a todos sentados no cinema, vontades imagináveis que puderá ser feito a dois, a todo instante.

Porém;

Nunca foi do tipo romântica, nem ao menos pedi isso, e nas mais simples formas de dizer que sentia saudades de mim, apenas uma ou duas palavras que significava me querer por perto. Pois bem, me teve, não mais. Nessa longa caminhada que chamamos de vida me deparei com algumas ardentes paixões que me tiravam os pés do chão, e por mais que eu queira voar, às vezes sinto essa ausência dela partilhar voos das maiores árvores comigo. Liberta de desejo e disposta a solidão, desfaço os laços rotineiros ao que chamamos de carismas metódicos e tão somente disléxicos ao que tu queres afinal.

Rei das saudades e despedidas, parto sem saber quando voltar, 1 ano talvez, você nem notará. Talvez note a falta de ligações que afloravam as madrugadas. Mas é como dizem: Quem muito se ausenta, por fim, uma hora deixa de fazer falta. Continue sorrindo que por onde passo recebo notícias do seu sorriso.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Agora ela é minha

Há dois anos trabalhando no St. Pub's na região baixa da Av. paulista, o lugar preferido dos advogados perdedores, relentos a perder mais um dia de suas vidas por bebedeiras intermináveis e encontro dos jovens acadêmicos que cavalgam rumo ao sol, esses são filhos ricos e pouco temem a falta de cliente dessa profissão que há tempos é defasada. Sou quinto anista e para completar a verba mensal, além do meu estágio mal remunerado, sirvo cervejas e coordeno a cozinha deste bar, que é de propriedade de um amigo de infância. Gosto daqui, aprendo bastante sobre os papos alheios, bebo cerveja de graça e às vezes, pois também não sou santo, ofereço algumas destas para umas clientes em especial.

Porém conheci a especial, morena com olhares penetrantes, agora as cervejas são somente para ela. Acadêmica cortês, cabelo longo e madeixas vermelhas. A baixa iluminação me fez ter um choque de sensações jamais sentidas ao fato de toda a lide que agora tornava esse seio. Acho engraçado o grupo de amigas delas e por várias vezes me divirto com os engravatados Ricardo Almeida serem esculachados por esse grupo que quer livrar o estresse depois de um dia longo do topo dos arranhas céus desta avenida. Me dou bem com algumas piadas que conto por lá, as faço rir e muitas vezes até reservo a mesa que gostam de sentar. Agora ela me nota, tolo ao achar que não teria chance.

Ela gosta de verdade de mim, sabe da fidelidade, sabe que estudo e posso melhorar de vida pelas minhas custas e não pelas custas de meus pais. Ela é rica, mas não precisa de tanto, é simples e ainda leva o escapulário que dei consigo no peito. A partir do dia 9 de Setembro daquele ano pego meu fusca no final da noite e levo-a embora, ela não sente vergonha de mim e vamos descobrindo algumas coisas em comum. Ela é Palmeiras, eu sou Corinthians, mas isso não importa. O que importa mesmo é a verdadeira arte de ser feliz com quem amamos e isso estamos descobrindo aos poucos, como um só.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Sensações por nós dois

... é como se fosse o ultimo beijo que eu quisesse provar, partilhar todos os seus abraços e caminhar com as suas mãos entrelaçadas as minhas. Sorrir ao caminhar sozinho, mesmo estando longe, exemplos de sobrevivência em uma selva de pedra distante do cheiro bom que a sua cidade tem, espero que entenda que essa distância, que faz parte da nossa história, apenas existe para que possamos, juntos, termos condições melhores de sobreviver enquanto formos daqui até uma eternidade.

Já imagino nós dois no sofá da sala e os livros no chão, morangos com leite condensado e o sol brilhando pela pequena fresta da cortina. Acho melhor o Astrubal fechar os olhos e ir dormir, pois começou a ficar quente tudo o que sentimos e queremos fazer por aqui, seja do jeito que for, esperamos por esse dia.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Por noites assim

E enquanto nos beijávamos a música parecia parar, ou Adele começara a cantar, palavras e palavras, por favor meu anjo, cale a boca! Fechou os olhos e quando menos pudermos perceber o quanto tínhamos perdido e ganhado naquele instante. Vamos sentir tudo o que temos agora para cuidarmos do que o futuro poderá nos trazer. O amanhecer nos reserva sorrisos e enquanto tivermos verdade, os nossos sentimentos serão fortes, talvez não seja você, talvez eu também não consiga explicar.

As suas mãos na minha e a falta do pôr do sol não nos poupou os abraços e o querer mais, porque de todas as verdades ditas, fica em seu peito o que era meu, mas em especial pensado em ti, pois eu passo as noites rezando e implorando a Deus. Que cuide e zele por ti, que esteja contigo quando não estou.

N/A: Me lembro como se fosse agora, o amanhã nos partirá distância, mas enquanto os pensamentos forem somente nossos, seremos um só, seremos um só.