terça-feira, 21 de agosto de 2012

Porque fomos embora?

A luz está acesa e não estamos mais na sala, partimos para o limbo e deixamos tudo em paz, a guerra se foi, a chuva pairou anoitecer e se fez manhã, a janela com a cortina semi-aberta presenciou um novo nascimento do sol. O peixe do aquário agora salta fora da água, agora ele tem cor; dirá também o jornal, sempre entregue na hora do café da manhã, onde o leite é servido com torradas fresquinhas para mais um dia que prometerá ser especial. Paz aos quadros da parede perfeitamente pintada, vermelho paixão, violeta de lírio, sonho também que se fez no tapete persa estendido no chão, nosso cão astrubal aproveita o silêncio que sobrou, sorri na esperança de alguém voltar.

Sonhos se fizeram, erguemos um castelo e deixamos de viver. O conto de fadas se fez e tudo está no mesmo lugar, até a rede improvisada no quarto em que se costumava deitar. Penso em voltar, o astrubal sente sua falta, ele admite e talvez eu também sinta. Ou não, nem um pouquinho.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Um breve Setembro

A janela estava aberta e deixamos Agosto para trás. O céu, você e eu, entregues para o que deixamos de ser, Setembro se fez diante todos os abraços que estávamos acostumados, agora nós dois novamente. Te disse palavras levianas, o vento levou, esquecemos essa tristeza, caminhamos um setembro bom, nasceu sol, sol maior nos acordes de meu violão.

Te encontrar e reencontrar bons caminhos, ponho as mãos em devidos lugares, um bom livro ao te fazer dormir, hoje sim, casal se fez. Roubaria três abraços ou mais, sorri com os olhos, as lágrimas secam sobre todo o sofrimento que tivemos, pois trouxeram você a mim. Agora somos sorrisos, domingo ao amanhecer cheirando mar, te buscarei dentre o imenso oceano, trago-te a mim quantas vezes for, nascerão ainda mais meses para nós...


anos se fez desde então.

domingo, 12 de agosto de 2012

Solidão se fez

- Fala baixo, que merda garota, será que nunca vai entender que preciso de silêncio para me concentrar enquanto trabalho em casa?

- Você me pede silêncio, mas enquanto fazemos amor pede barulho em seus ouvidos. Qual é o seu problema? Você diz que tem trabalho, diz que ama o que faz, mas vive estressado e para isso precisa se embebedar por todas as noites, vá a merda, seu silêncio e seu trabalho.

Evitei esse diálogo, mas diante tudo o que aconteceu, ela estava certa. O silêncio se fez, alguns amigos meus se foram, juntamente com meu pai, a dor da solidão se fez neste dia. Me entreguei para a insônia, não quis superar, crescer e me tornar alguém melhor. Ela levou alguns livros, nosso bulldog também se foi, mas não o meu amor, maldito amor!

Hoje posto frequência no escritório, me envolvo e não me olho no espelho, monstro que sou quebraria vidraças, maldito teto de vidro. Preciso entender anseios que foram distintos a tudo que lutei, me tornei o que combatia quando jovem, sacrifícios a parte, manhãs de domingo no cemitério, conversas que são jogadas aos léos, sim, entreguem flores a quem os inspiram enquanto possam sentir o cheiro delas. Talvez eu tenha morrido também.


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Menina que chora

Cansado da orgia que nos cega, noites procurando mulheres e encontrando meninas, se dizia madura, doses de tequila e vodca barata, mas não poupou lágrimas adentro por um infeliz que não soube valorizar o seu melhor, se fez insônia, mundo em preto e branco, sem essa de achar o pote de ouro no final do arco-iris, vida infeliz, sorrisos falsos jogados ao léo, se fez outrora necessário para saber o quão sozinha és, para nunca mais voltar, sem saber por onde partir;

Nem procure a mim refúgio, tratada como primeira opção, não mais, sua essência é sofrer porque mente. Acima de tudo procuro verdade nos abraços e afagos. Trate a ti, espelho quebrado, solidão feita novamente por alguém que nunca te amou, terceira ou quarta opção, vinho barato. Te fez procurar outros braços, novamente a mim, quer recolher porto seguro e esperança de amor. Me poupe, transo em menos valores morais, afinal, prostitutas cobram pelo serviço prestado.

domingo, 29 de julho de 2012

Corpos se tornam um.

Gregos e troianos, libra e escorpião. Brindávamos vodca, chopp e nós dois. Mistérios nos olhares, vestido curto em seus convites. Calma! Não apressei os passos, resolvi fumar um cigarro, veio de encontro a mim, parecia minha dona, eu gostei. Revelados segredos de um passado não tão distante, seu ouvido estava muito   próximo da minha boca, é óbvio que começaria ali mesmo a seduzir um lugar só nós dois, menos luz, mais contato, menos roupa, apenas no chão.

Você gostava de chamar atenção, em minha reserva preferi tomar um banho, silêncio em meio aos gritos, seus gemidos e sussurros são provas explícitas em minhas costas. Escondeu tempos de colégio, não mais, despe o roupão novamente, atenções a parte, é sexy e sedutora te ver nua no meu quarto, pego-te junto a mim, beijo o seu corpo, excito os ares e as cortinas pegam fogo, se fez verão.

Orgasmos se fizeram, o seu calor febril, meu corpo dentro do seu são quereres de noites a mais, vinhos a sós. Seu corpo sem mapa, descubro as vibrações aos sons que fazes enquanto te toco, suas pernas tremem junto as minhas, navego oceanos e sei por onde alçar as velas. Você pode não saber, mas já é minha.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Falso amor, se foi...

Tenho me sacrificado demais no trabalho. isso tem me afastado das mulheres, na verdade, uma em especial. Meu celular não toca mais, e aos poucos minha agenda pessoal é ínfima perto da agenda do meu servphone, 24 horas ligado.

De todas que tive, a insônia nunca me abandonou, e por todas essas noites, resolvi engrandecer um pouco mais de que, infelizmente terei que fazer sozinho por um longo tempo. Minha mente está cansada, estou feliz, o vento favorece quem alça velas pela manhã, isso em tese. Pontos relevantes são jogados em minha direção, nem o reflexo do espelho consigo enxergar mais. Antes me reconheço, desconheço o amor, e por anos, descobri, fingi perder, redescobri, por fim, pouco fiz questão de ter. Talvez tenha cansado de mentir para mim mesmo e resolvi não acreditar em você e em suas lágrimas. 

Sorrisos a parte, o meu tu não terás mais, cafés quentes e companhias de domingo, você nunca me quis para uma vida inteira, não faço-te questão para apenas uma noite, até porque, já tive duas ou três. E que isso fique bem claro, meio dias cinzas, o sol, aos poucos volta a brilhar por aqui.

domingo, 22 de julho de 2012

Um tempo por nós dois


Desde que chegou aqui em meu apartamento, você pôs um sorriso colorido as flores que pareciam mortas, não aguentava mais os choros baixos que faziam companhia a minha solidão, a minha insônia. Às cores voltaram e as cortinas foram abertas novamente. É bom acordar de manhã, a saudade toma conta sob a cama desarrumada, sem motivos para arrumar, principalmente pela vontade de sentir frio e nos jogarmos para o nosso verão.

Café na cama, risadas gostosas meio gemidos, tudo é tão perfeito quando o tempo para, só nós dois sentimos ele parar, o mundo é nosso, ele gira por nós dois.

Tenho trocado meus planos, pois agora já tenho os seus sorrisos, os seus beijos e seu corpo. Imagino-nos para sempre, apaixonar-me por todos os dias às cores diferentes de seus olhos, os caminhos sem atalhos que minha mão, sem pressa, passeia sobre o seu corpo, um amor novo que nasceu, essa noite é nossa para toda eternidade, meus olhos são teus, sem menos esperar sou teu novamente. Seja como for, lutando contra o frio, fazendo mais uma vez nascer verão.