quarta-feira, 18 de julho de 2012

Amores estudantis...

Me chamo Lindsey, na verdade, faço letras na melhor faculdade do país. Me notariam se eu usasse decotes, ou mini saias que aos trocares de pernas fariam alguns meninos babões caírem aos meus pés. Mas não, meus cabelos presos fazem as minhas olheiras brindarem um pouco do meu cansaço e meu estado de espírito rotineiro. Já me entreguei algumas vezes, mas nunca sorri de verdade, não até chegar atrasada na aula de conclusão lógica intelectual.

O professor expressamente me notou, ofendeu algumas palavras sobre atraso, onde, na verdade, até consenti, eu gostei. Ele, discretamente fingiu retoques na primeira redação, ele notou o jeito que sorria. Minhas bochechas marcavam os meus olhos, logo, eles fechavam um pouco. Não posso acreditar que isso nos dará algo, um futuro, ou apenas um caso, mas estou apaixonada. Ele flerta durante a aula, desde então soltei os cabelos, os olhares são penetrantes, é como se ele soubesse que o que eu queria seriam duas aulas ou mais, particulares, vinhos, músicas aos baixos tons e um pouco mais do que indiretas, um pouco mais diretas.

Em dias de chuva, como moro longe da faculdade, sim, chego atrasada. Talvez seja proposital, afinal, os olhares recaíram a mim. Que mulher não gosta de se sentir desejável? Mas nesse dia, eu queria mais que isso, eu queria aquele homem para mim. Mais ninguém, eu saltei meu scarpin, meus dentes pareciam brilhar as luzes. Eu notei o tique nervoso dele, talvez seja a deixa, hoje será um grande dia para mim. Será um novo começo para nós dois...

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Talvez sobre o seu Adeus.


N/A: Primeiramente, o texto é longo. Então, o desfecho também é longo. Obrigado e boa leitura a todos. A semana será próspera. Sei que vai, vocês merecem.


Detesto beber quando estou sozinho. Na verdade, desde que ela foi embora a minha vida se tornou uma merda! Gosto de termos vulgares, na verdade, gostava de tudo enquanto você estava aqui. Eu trabalhava demais, finais de semana de café, processos e termos jurídicos. Enquanto aos potes de sorvete, você xingava os caras que faziam as mulheres sofrerem nos filmes. Você não percebia, mas eu parava de trabalhar para te ver chorar de saudades dos seus pais, sofria muitas vezes calada, eu nem estava lá para segurar as suas mãos. Muitas vezes o nosso bulldog foi melhor amigo do que eu, merda, novamente. Eu sempre quis você, mulher dos meus sonhos, e quando, na verdade à tive pra mim, não soube aproveitar os seus sorrisos. Certas experiências levarei para mim, na verdade, você foi embora há sete meses e nunca mais enxerguei colorido frente ao sol ríspido do outono. Nosso filho está crescendo, está gordo, e quando chego ele late sem parar. Às vezes, com a televisão no mudo, rotineiramente o vejo ver os filmes e as séries que você costumava  assistir.

Não me agrada escrever sobre você, principalmente por seus pais terem razões, sair do interior e vir morar em Nova Iorque foi uma atitude corajosa, mas éramos imaturos. Sim, talvez as pessoas só aprendam a dar valor quando realmente vão embora, se perdem ou não querem mais cruzar olhares diante corpos molhados  entregues ao amor. Por falar em amor, nem lembro quando fora a nossa ultima vez.

Ah sim! Há tempos não escuto sua voz, sempre que ligo, você nunca atende mesmo. Talvez nem queira atender, ou perdi seu número de celular. Infelizmente tive que tirar aquele espelho de nosso quarto, não gosto de ver aquelas fotos penduradas por lá; por dias, todas as pastas que abria em meu tablet estava lá, todas as nossas fotos. Ou nenhuma foto nossa, enquanto juntos de verdade.

Não consigo terminar esta carta, não da forma que queria, ou pedindo para você voltar. Eu sei a sua resposta, sem ao menos perguntar. Sei que nunca fomos nós dois, não ousamos a isso. Então, até logo, quem sabe, de uma vez. Adeus enfim. 

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Sem palavras...

Queria diante amor apresentado, taças e um champagne comemorar seu corpo sobre o meu. Onde estamos? Para onde partimos? Somos distâncias incalculáveis por ligações no meio da madrugada? O nosso telefone ainda toca? O meu não, há tempos não. A sua pele era macia, tinha cheiro de maçã, amanhecíamos depois de uma noite de amor, entregava o seu corpo como passeio preferido das minhas mãos. Eu costumava conhecer essa estrada, rotas para um destino, o seu sorriso. Não temos pressa, o passado não nos pertence mais. Faltou arriscar, tentar e acreditar que podíamos ser algo mais real. Talvez ainda sejamos, todas as músicas parecem ser nossas, as flores ainda nascem frente ao inverno, às vezes as lembranças fazem o vulcão entrar em erupção. E como, qualquer costume presumido, costumo ainda dizer que nasci para você.

Brindemos a distância, os olhos às vezes se encontram, quisera eu, fechá-los agora. Brindes a algo que nunca tivemos, momentos a sós, sem telhados quebrados, luzes do sol em meio fio, celulares e problemas dos outros. Esquecer os outros e viver algo nosso. Podemos partir agora, aliás, precisamos partir para um futuro que seja nosso. Só eu e você.

N/A: Se eu me olhar no espelho, não sei quem sou. Quase um mês sem escrever. Solenes desculpas. Tenho trabalhado demais. São poucos fãs, mas são sinceros. Vocês me cobram. Eu sei.- PS: Eu não sei mais a cor do seu cabelo, se és vermelho, loiro, moreno. Se sua pele está morena, ou clara, Diante o sol. Não sei se ainda é Palmeirense, e gosta de discutir futebol comigo. Mas sei que está lendo, de algum lugar. Eu sei que está.

terça-feira, 19 de junho de 2012

E o pensamento lá em você

Os pensamentos viajam a cidade inteira, vão de encontro a você, linda ao dormir, pouca roupa me faz suspirar, me queima por dentro. Eu fecho os olhos, escuto o gelo cintilar a minha dose pessoal, suspiros ao te imaginar perto de mim, prazeres transcritos nos meus sorrisos perdidos, ou, de encontros aos seus, mesmo que distante.

A distância pouco importa, os pensamentos estão se encontrando, corações parando aos encontros das mãos. Me olhe da cabeça aos pés, não esconda o seu rosto vermelho, gosto da sua timidez, gosto mais ainda quando dispo a sua roupa, sonhos a parte, pouca luz vejo o seu sorriso brilhar próximo ao meu. Respirações entregues ao prazer, próximos a algo nunca vivido, agora estou entregue a suas mechas loiras, servo real de seu amor.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

E nunca mais voltou

Tentando retratar a insônia posta a mim, quando eternos românticos, éramos sutis, carinhos entregues a um adeus. Foi-te esperança simples à nós, hoje sós em nossos lençóis. Junto a ti o sorriso e vontade de viver, principalmente por ter a certeza de não mais voltar, sorrisos não mais. Clara pele, olhares escuros, tempestades rotineiras, contrastes em luzes foscas, cortinas paixão, vermelho tesão.

Provei doce mel, favo do céu, não mais diante prova do descaso, me faço então, tão somente solidão, meio processos turbulentos, fez-te desfavorável decisão, a mim ódio, para mais de uma vida, um adeus para nunca mais voltar.

domingo, 10 de junho de 2012

Querer estar perto, mais perto de você

Surreal, sorriso loiro, não sei explicar o coração que pulsa, a mão que treme, o suor que escorre na testa. As noites são quentes, você apareceu como um arco iris e trouxe cor para a minha vida, principalmente para os edredons, agora sim, inspirações para quadros abstratos de uma verdade notória.

Os tempos são engraçados, são frios, mas agora não quero mais nada na vida, pois te encontrei, mesmo distância sentida. Os beijos suaves ao dividirmos os travesseiros, várias desculpas para continuarmos deitados nos entregando a um amor novo, uma nova chance de ser feliz. Te dou um beijo, te arranho as costas, sussurros ao pé do ouvido, olhares como se fossem paisagens belas, hoje próximos a nós, merecemos novas chances de sermos felizes, e só seremos felizes se estivermos juntos, pois assim a distância será quebrada.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Um bilhete, um adeus

Começou o frio e sem dividir o edredom você partiu, bilhete na geladeira, café de ontem e um eterno vazio. O tempo se perdeu entre a gente e de repente o orgulho rasgou meus livros. Foram anos de risos, sem confusão, era amor mesmo, talvez ainda seja. As paredes caem sobre salto preto e branco a minha televisão, minhas madrugadas são conversas solitárias, enquanto no vinil a mesma música ecoa os meus ouvidos. Sim, eu entendi, foi em vão partilhar faces intelectuais e esquecer de partilhar amores, principalmente em noites estressantes, noites de café.

Eu via-te dormir, exalava amor, eu sentia o cheiro do seu amor, mesmo quando trancafiado aos ventos de trabalho, mal vi você adestrar o nosso cachorro, mal vi as flores trazidas para dar cor à um ambiente tão sólido e ríspido. Perdi os amigos, a minha família reside distante a mim e você se foi, sem caminho e notícia, bilhete de lágrimas e um fim. Logo eu, que havia parado de beber, logo eu que não pertencia as noites de abraços sem amor, volto para uma dose ou duas, volto para o abraço de qualquer desamor.

"Você merece a solidão, merece um mundo criado por você. Desistir de viver para se descobrir, descobrir a mentira que não consegues enxergar frente ao espelho. Não te querer fora a minha maior vitória, sorte a culpa não ser minha. Mistérios a parte, foi bom estar com você, porém não mais, não por hoje."

N/A: Desculpa a ausência. Um beijo para você, fiel ao blog!