sábado, 13 de março de 2010

Que noite...

Aos gritos de uma madrugada solitária e quieta o último suspiro surreal de uma garota esquecida pelo amor. O mundo injusto que vive faz com que ela sangre prantos que nunca existiram e talvez por isso seja melhor partir desse plano à algum que a tenha plena e perfeita sabedoria de ser o próprio domínio.

Não entender o amor e vagar amores de uma noite só, essa foi a vida dessa menina imposta a leis medíocres para conseguir alguns trocados, trocados esses fornecidos por horas de sexo carnal, na maioria das vezes ela até entendia que as vezes precisava se entregar mais, mas as respostas do corpo não convinham com a vontade de alma, já que o crack sim, vivia com amor no corpo dessa criatura.

Talvez no silêncio e no leito de sua morte perceba que o que era mais importante na sua vida se apagou, na última tragada de seu cachimbo, o amor se desfez em um desabafo em frente o espelho pintado de sangue.

''Amar é seguir dons e intuições que muitas vezes não existem, mas cair na ilusão de que é apenas uma mentira é deixar que a realidade faça ele partir. O meu se foi, sem ao menos eu conhecer ele...''

quarta-feira, 3 de março de 2010

Loucura do cotidiano

Simples como fechar uma porta, a saudade ficou distante em fechaduras longe do meu alcance. Fui embora, mas se dizer que volto você vai contar as horas. É talvez o jeito mais difícil de se encontrar com a felicidade, seu orgulho fútil e sua infantilidade. Se deus quiser vai ser nessa ausência que você irá encontrar a paz de espirito para ser feliz com outros rapazes. Madrugadas vazias são aquelas que não procuramos o que nos faz bem, esse negócio chamado amor é complicado mesmo, ele tem mó jeito covarde de partir, ele some e vai embora como se estivesse indo ali...

Ali é longe demais, agora estou aqui e por aqui vou ficar mesmo, controlando o tempo para que ele seja inteiro pra mim e minhas verdades, o futuro é complicado mesmo e impossível prever, mas se já foi feito eu vou naquela do efeito borboleta, montando interrogações para tentar voltar e consertar, mas não cola, não rola, já é hora, hora de partir e esquecer de tudo que já aconteceu...

E se seu telefone tocar, não sou eu...

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Adeus

Acordar e não sentir um mar de ilusão é de repente tomar um banho de água fria, porém com uma verdade: A sua verdade.

Pra algumas pessoas dizer toda a verdade não é dizer tudo, pra essas pessoas que você deve sentir pena em lágrimas já secas por outras realidades...


Ser homem é olhar, frente a frente, olho no olho e dizer tudo... Ser mulher é dizer pela internet, em duas frases que não tem mais nada...


A ignorância do ser humano pode ser medida em uma régua...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

02:45 da manhã

Fica um pouco mais aqui. Nosso sofá, nosso vinho, puro underground escutar um Cartola e ver você dançar. Delícia é sentir o seu calor, cair de amores por ti e ter a certeza que amanhã ao acordar você estará comigo.

Ouça amor, presta atenção em sua volta e no seu mundo, estamos sendo sugados por um moinho sem volta e se não voltarmos, não vou me preocupar...estarei contigo!

Sem sinismo, aperta mais um que esse é leve pra nós, a saudade apertou e eu precisei de ti pra ter essa inspiração de volta, alma limpa e com o peito cheio ter carícias precisava de suas lembranças, mas consegui mais do que isso, sua presença intacta nessa noite. Fazia tanto frio nessa falta de luz, que agora a meia luz consigo ver seu sorriso e todo o calor que pode me aquecer.


N/a: inspirado na música de Cartola

Brilhando pra ti...

Loucura no meio da noite, caos suburbano e irreal. Sem perceber você está caído, sem intenção de lutar pela verdade, caído, por mentiras e fatores que não vão de encontro ao sol.

É fácil dizer que faltou verdade, ou relutar valores que pareciam óbvios, difícil é se levantar quando tudo sangra ao seu lado e as forças estão distante.

Amanhã, talvez, acorde e com dor de cabeça perceba a mentira que é sua noite, amanhã, caso veja o brilho do sol...perceba a simplicidade e a leveza do que realmente é viver a vida...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Naquelas...

Faz frio aqui, o inverno que cai em névoas parasitas de minha solidão. Você está longe, talvez nos céus, sei lá...não importa. O que realmente penso é se realmente é no frio mesmo que queira estar, longe do nosso calor e longe de quão quente já foi nosso coração.

Antes via a lua e pensava em ti...mas a lua está fria...

Agora, ao olhar o sol, lembro dos nossos beijos, que ao tocar nos deixavam quentes...


Você partiu, não teve despedida, se um dia voltar, seja bem-vinda de volta.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

A vida quer me levar...

Cotidiano difícil, suburbano e real. São tantas vindas, despedidas e tal. Eu aqui, sentado no canto da sala, pego um papel e uma caneta e começo a desenhar histórias...

Histórias essas que um dia vivi, histórias que um dia me lembro e começo a rir, histórias aquelas compartilhadas em prazeres, amigos, amigas e sem dizer ''dizeres''

A saudade que fica é aquela que vai, parte pra outro mundo sem ao menos ficar, com tantas despedidas, adeus e abraços, as lágrimas ficam mais evidentes em ossos, ossos quebrados cansados então, olhos vermelhos se enxem então, família que fica, família querida, to indo embora, chegou a partida...

Partida essa, sem explicação, partida chorada com toda razão, indo pra algum lugar, chamar de meu, sem olhar pra trás pra não dizer o por quê.

O porque de crer, ver e entender o motivo desse parecer, ou desaparecer, pra onde vou agora é simples, mas deixo aqui um coração que chora, chora sempre na ausência de vocês, mas também sorri ao ver que tudo é lei, lei da vida, do amor, ou de Deus talvez...lei do silêncio então, dessa vez...

Estou de partida, espelho do sol, olhais por nós os pecadores, agora e na nossa hora...amém...


N/a: Eu desejo a todos meus amigos de São Paulo e a família mais linda e mais importante desse mundo, a minha. É com todos vocês que compartilho realmente a beleza de viver cada vinda pra São Paulo, logo eu volto...logo eu volto...